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quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Arroz ao Frutos do Mar
INGREDIENTES:
500 g de arroz arbóreo ou
carnaroli
400 g de polvo
300 g de camarão médio
200 g de mexilhões
300 g de lula em anéis
02 und de cebola picada
200 g de vinho branco seco
3 lt de caldo de legumes (pode
fazer um caldo com frutos do mar, fica bem mais saboroso)
04 tomate concassê ( sem pele e
sem semente)
Sal a gosto
150 g de manteiga
01 colher (sopa) de açafrão ou
até atingir uma cor boa no arroz
PREPARO DO FRUTO DO MAR:
Para o polvo pode cozinhar em uma panela de pressão por
04 minutos com água e sal, outra dica é se cozinhar normal coloque uma batata
inglesa quando a batata estiver cozida é o ponto do polvo.
Limpar o camarão e temperar com sal, pimenta e suco de
limão, (pode usar a cabeça dos camarões no caldo).
Os mexilhões podem ser usados com casca o sabor será
melhor ainda
Os anéis de lula deixar temperado com sal, pimenta (também
dou um toque com suco de limão).
Refogar separadamente os frutos do mar (camarão,
mexilhões e lula) numa frigideira bem quente com azeite de oliva.
Reserve.
PREPARO DO ARROZ
Em uma panela aquecer o azeite de oliva, selar a cebola e
o tomate concassê;
Acrescentar o arroz e fritar até que o grão tenha a
aparência de transparente;
Adicione o açafrão e mexa para envolver o arroz todo;
Despeje o vinho e mexa para evaporar o álcool;
Quando o vinho evaporar, adicionar o caldo
que deve estar fervendo, até cobrir a superfície do arroz;
O tempo de cocção do arroz é de 18 a 20
minutos então vá adicionando o caldo e mexendo para não grudar no fundo;
Acrescente os frutos do mar dois minutos
antes de finalizar o arroz, pois são muito sensíveis podendo ficar borrachudos;
Para finalizar adicione a manteiga
Se quizer coloque cheiro verde bem picadinho
ou queijo ralado, vai do gosto de cada um;
Fica a dica, coloque todo tempero que quizer
no caldo, um caldo bem feito é o sucesso do prato;
Um toque legal que sempre o preparo do
mirepoix:
RECEITA DO MIREPOIX
50% DE CEBOLA
25% DE SALSÃO
25% DE CENOURA
Valeu pessoal , e assim que gosto de fazer
qualquer duvida deixe nos comentários, abç
Torta de limão
Torta de limão
Ingredientes:
Massa:
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de manteiga
meia lata de creme de leite
1 colher (chá) de fermento em pó
Recheio:
1 lata de Leite condensado
6 colheres (sopa) de suco de limão
meia lata de Creme de Leite
1 colher (sopa) de raspas da casca de limão
Merengue:
2 claras
1 xícara (chá) de açúcar
Modo de Preparo
Massa:
Em um recipiente, peneire a farinha de trigo, faça uma cova no
centro e coloque a manteiga, o Creme de
Leite e o fermento em pó. Misture-os com as pontas dos dedos, até que a
massa solte completamente das mãos. Deixe descansar por cerca de 30 minutos na
geladeira. Abra a massa, forre uma forma de fundo removível (22 cm de
diâmetro), fure o fundo com um garfo e asse em forno médio-alto (200°C), por
cerca de 20 minutos.
Recheio:
Em uma tigela, misture bem o Leite condensado com o suco de limão. Incorpore o
Creme de Leite condensado e as raspas de limão.
Merengue:
Em uma panela, misture as claras e o açúcar e leve ao fogo baixo,
mexendo vigorosamente sem parar, por cerca de 3 minutos, tirando a panela do
fogo por alguns instantes a cada minuto, continuando a mexer, para não
cozinhar. Retire do fogo e em uma batedeira, bata por cerca de 5 minutos ou até
dobrar de volume. Desligue a batedeira, recheie a torta com o creme de limão, cubra-a com a
cobertura. Retorne a torta ao forno por cerca de 10 minutos, para dourar o
merengue. Sirva gelada.
sábado, 3 de novembro de 2012
Receitas de fundos muito usados na preparação de risotos e vários pratos deixando-os muito mais saborosos
São importantes para se obter um prato perfeito e de boa qualidade, Serve de base para vários pratos como sopas, risotos, molhos e outros preparos.
FUNDO
ESCURO
Rendimento:
10 litros
Tempo de preparação: 3 horas
INGREDIENTES:
200g de óleo
6 kg de ossos específicos (concassês)
400g de mirepoix
250g de extrato de tomate
15 litros de água fria
30g de sal
01 unidade de saquinho de condimentos (ervas aromática)
PREPARAÇÃO:
Esquentar o óleo dentro de uma assadeira
Acrescentar os ossos e levar ao forno
Dourar de ambos os lados, virando-se de tempo em tempo, para não queimarem
Colocar os ossos em uma panela e por sobre a chama do fogo
Juntar o mirepoix e refogar até tomar cor
Desengordurar o máximo possível
Acrescentar extrato de tamte e refogar até tomar cor escura
Acrescentar água
Condimentar com sal e o saquinho de especiarias
Desengordurar e cozinhar lentamente em fogo brando durante cerca de 4 horas.
Coar em chinois ou em peneira fina
Utilizar imediatamente ou deixar esfriar e acondicionar em vasilhame próprio.
OBSERVAÇÕES:
Guardar na geladeira para utilização posterior
Conservar no máximo uma semana
Tempo de preparação: 3 horas
INGREDIENTES:
200g de óleo
6 kg de ossos específicos (concassês)
400g de mirepoix
250g de extrato de tomate
15 litros de água fria
30g de sal
01 unidade de saquinho de condimentos (ervas aromática)
PREPARAÇÃO:
Esquentar o óleo dentro de uma assadeira
Acrescentar os ossos e levar ao forno
Dourar de ambos os lados, virando-se de tempo em tempo, para não queimarem
Colocar os ossos em uma panela e por sobre a chama do fogo
Juntar o mirepoix e refogar até tomar cor
Desengordurar o máximo possível
Acrescentar extrato de tamte e refogar até tomar cor escura
Acrescentar água
Condimentar com sal e o saquinho de especiarias
Desengordurar e cozinhar lentamente em fogo brando durante cerca de 4 horas.
Coar em chinois ou em peneira fina
Utilizar imediatamente ou deixar esfriar e acondicionar em vasilhame próprio.
OBSERVAÇÕES:
Guardar na geladeira para utilização posterior
Conservar no máximo uma semana
FUNDO DE
PEIXE
Tempo: Médio: até 1h e 30 minutos.
Ingredientes
- 500g de espinhas, barbatanas e aparas de peixe
- 200 g de mirepoix (100 g de cebola, 25 g de salsão e 25 g de cenoura picados)
- 1 L de água
Utensílios e equipamentos: Forno convencional.
Modo de preparo
1. Colocar em uma panela colocar as carcaças de peixe,o mirepoix e a água fria. Levar a fervura branda.
2. Cozinhar por 30 a 40 minutos.
3. Com auxílio de uma escumadeira, retirar a gordura e impurezas, quando necessário.
4. Deixar ferver, até reduzir pela metade do volume inicial.
5. Coar o caldo e deixar esfriar.
6. Reservar ou congelar para usar em alguma preparação.
Rendimento: 5 porções de 300 ml.
FUNDO DE
LEGUMES
Tempo: Médio: até 1h e 30 minutos.
Ingredientes:
- 2 L de água fria
- 200 g de salsão
- 3 unidades de cenouras cortadas ao meio (300 g)
- 1 unidade média de cebola cortada em quatro partes (70 g)
- 1 sachet d’ épices (2 dentes de alho, 1 folha de louro, 2 cravos da índia e 8 grãos de pimenta do reino partidos)
Modo de preparo:
1. Higienizar os vegetais.
2. Em uma panela colocar a água, colocar a cenoura, cebola e o salsão.
3. Deixar ferver por aproximadamente 1 hora em fogo brando e com a panela destampada.
4. Nos últimos 20 minutos, colocar o sachet d´épices. Esses ingredientes são colocados no final para que permaneça o aroma no caldo, caso contrário, com a cocção lenta e prolongada, esses ingredientes perdem a característica de aromatizar e dar sabor.
5. Durante a cocção retire com a ajuda de uma espumadeira as impurezas que ficarem na superfície.
6. Coe e utilize em outras preprações.
Rendimento: 8 porções de 300 g.
FUNDO DE
AVES
Tempo: Médio: até 1h e 30 minutos.
Ingredientes
- 1 colher (sopa) de óleo vegetal (5 g)
- 600 g de ossos de frango
- 400 g de mirepoix (200 g de cebola, 100 g de salsão,100 g de cenoura)
- 1 L de água
Utensílios e equipamentos: Forno convencional.
Modo de preparo
1. Colocar em uma panela o óleo e dourar o mirepoix, acrescentar os ossos e em seguida adicionar a água.
2. Levar a fervura branda.
3. Com auxílio de uma escumadeira retirar a gordura e impurezas, quando necessário.
4. Deixar ferver, até reduzir pela metade do volume inicial.
5. Coar o caldo e deixar esfriar.
6. Reservar ou congelar para usar em outras receitas.
Rendimento: 5 porções de 300 ml.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Panqueca integral
Ingredientes:
1 xícara (chá) de água morna
- 1 colher (chá) de azeite
- 4 colheres (sopa) de aveia em flocos
- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo integral
- 1 ovo inteiro
- sal a gosto
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador.
- Faça as panquecas em frigideira antiaderente.
- Use o recheio de sua preferência.
Recheios:
Ricotta com castanha e brócolis picadinho
Funghy com queijo ricota
Banana com chocolate amargo
Ricota com nozes picadinhas
domingo, 20 de maio de 2012
Condimentos
CANELA: Também conhecida como pimenta-da-china referência a sua origem.
De aroma agradável e sabor suave, combina com pratos doces e salgados.
Na culinária Árabe e Indiana seu uso é geralmente associado a outras especiarias, em especial o cravo e a noz-moscada. É vendida em pequenos bastões (pedaços de casca) ou em pó. Ondeusar: em compotas, mingaus, quentão, bolos, pães, frutas assadas, arroz-doce, molhos de tomate e cozimentos de legumes.
ANIS-ESTRELADO: proveniente da Ásia Oriental, tem a forma de uma estrela de oito pontas e cada uma delas guarda um grão castanho de formato oval. É um ingrediente típico no preparo de pratos da cozinha chinesa. Onde usar: em peixes e frutos do mar, assados, pães, biscoitos e geléias e licores.
MOSTARDA: As sementes de mostarda podem ser usadas no estado natural, transformadas em pó amarelo, em molho cremoso ou ter consistência d pasta. Desta última existem inúmeras variações umas mais picantes outras mais suaves. Entre as mais famosas do mundo esta a mostarda Dijon, produzida com sementes marrons, misturadas ao vinho branco e outras especiarias. Onde usar: em grãos utilize em conservas, assados e pães. Em pó ou pasta, em molhos para saladas e maioneses e no tempero de peixes, salsichas, carne bovina e suína, pratos com ovos e queijos.
PIMENTA VERMELHA: Também chamada de pimentinha, é um tempero antigo e versátil, depois do sal, é o mais usado no mundo. Nativa das Américas, foi levada aos demais continentes pelos espanhóis e portugueses na época das grandes navegações. Seu sabor ardido não permite exageros. Onde usar: em carnes, molhos, aves, peixes (Moquecas e ensopados), sopas e conservas.
ALCARAVIA: Geralmente é confundida com o cominho devido ao formato, á cor e ao tamanho comum. Também conhecida como kümmel, seu uso é muito difundido nos países escandinavos. Para temperar, empregue-a em pequenas quantidades, pois seu sabor é muito forte. Onde usar: em carnes, pães, sopas e no preparo de chucrute.
DILL: São os países escandinavos (Suíça, Noruega, Islândia, e Dinamarca), que melhor aproveitam esse condimento de origem asiática, comum no tempero de batatas, peixes e queijos frescos. No Brasil é também conhecido como endro. Onde usar: em peixes, pães, batatas cozidas, ensopados, molho para saladas.
COMINHO: Provavelmente originário da região mediterrânea, é uma aromática muito empregada na cozinha Árabe e na Mexicana,. Desde a antiguidade, era apreciado por gregos e romanos. Por ter sabor forte, deve ser usado com moderação. Onde usar: em pratos á base de queijos, carnes, aves, sopas, molhos e pães.
ERVA-DOCE: Conhecida também como anis, o condimento é usado há mais de 5000 anos. De perfume acentuado e agradável, é sempre lembrado para realçar o sabor de massas doces e salgadas e fazer chá. Onde usar: bolos biscoitos, tortas, pães, sucos, aperitivos e licores.
PAPOULA: Cultivada como planta ornamental, tem sementes pretas e miúdas, apreciadas pelo sabor suave, pela textura crocante e beleza que confere aos pratos. Onde usar: em pães, biscoitos, salgadinhos, bolos, molhos, saladas e para decorar pratos.
CARDAMOMO: Até hoje é um tempero essencial na Índia, seu pais de origem. O sabor picante, suavemente adocicado, também agrada aos chineses e árabes. Estes últimos o adicionam ao café para transmitir a bebida aroma e sabor diferenciados. Onde usar: em arroz, sopas, carnes, picles, pães, bolos, cremes, salada de frutas e para aromatizar licores e café.
AÇAFRÃO: Além de temperar, é estimado pelo colorido e pelo aroma que empresta a diversos pratos. Ingredientes comuns na culinária espanhola, especialmente no preparo da paella, o açafrão em pó também é usado em sopas de peixes típicas da região mediterrânea, e faz uma combinação perfeita com receitas à base de arroz, como risotos e pilaf (prato típico do Oriente Médio), entre outros. Como condimento utilizam-se apenas os pistilos da planta ( para obter 01 quilo de pistilos, são necessárias 150.000 flores). Isso ajuda a explicar os altos preços dessa especiaria. Onde usar: em sopas, carnes, paella, risotos, pães, peixes e frutos do mar.
PÁPRICA: Trata-se de tempero á base de pimentão vermelho, típico da cozinha húngara. É de uso comum em pratos como o goulash. Existe a variedade doce e picante. Onde usar: em peixes, carnes, aves, molhos, sopas, batatas, tortas salgadas, patês e canapés.
GERGELIM: De procedência indiana, o gergelim é uma das sementes mais nutritivas e ricas em vitaminas. Seu óleo é bastante usado na culinária japonesa e chinesa. De sabor suave, os grãos adquirem gosto de amêndoa depois de tostados. Onde usar: em pães, canapés, biscoitos, pastas salgadas, bolos e doces.
COENTRO: Natural do Oriente Médio foi levado à Europa pelos Romanos, que passavam na carne para conservá-la. Se utilizado puro, valoriza o sabor dos alimentos, mas também é misturado em partes iguais com o cominho. Onde usar: conservas de legumes, vinagres aromatizados, peixes, mariscos, camarões, picles, sopas e carnes.
PIMENTA-DA-JAMAICA: Nativa das Américas é diferente dos outros tipos de pimenta. Seu sabor e perfume assemelham-se a uma mistura de cravo, canela e noz-moscada, razão pela qual os americanos a chamam allspice (todas as especiarias). Onde usar: conservas, assados, molhos de tomate e chilli, bolo de frutas e pudins.
PIMENTA DO REINO: Trazida de Timor e Macau, chegou ao Brasil no século XVI, pelas mãos dos jesuítas. As variedades mais comuns são a preta, colhida antes de amadurecer, e a branca, colhida madura, mais aromática e de sabor mais suave. Ambas são encontrados em grãos inteiros ou moídos. Onde usar: em saladas, molhos, verduras e legumes, peixes, aves e carnes antes de assar e grelhar.
GENGIBRE: É uma raiz de aroma acentuado, sabor adstringente e levemente picante para usar com moderação. Condimento quente, alguns de seus apreciadores lhe atribuem qualidades afrodisíacas. Onde usar: em molhos, sopas, carnes, aves, peixes e bebidas quentes.
NOZ-MOSCADA: Semente de uma árvore (a moscadeira), era muito apreciada na Europa na Idade Média. Deve ser ralada na hora de utilizar, para ter o perfume e o sabor mais realçado. Onde usar: em omeletes, peixes, carnes, sopas, molhos, recheios de tortas e massas, purês, bolos, biscoitos, pudins e bebidas quentes à base de leite.
CRAVO-DA-ÍNDIA: De sabor adocicado e levemente picante, é o botão de uma flor colhido antes de desabrochar, empregado na culinária depois de seco. Originário das Ilhas Molucas, arquipélago pertencente à Indonésia, foi levado á milênios para a Índia, onde começou a ser usado como tempero e na composição de perfumes. onde usar: doces, caldas, quentão, compotas, conservas, pudins, caldo de carne, sopas, assados e também na decoração de pratos.
Os condimentos não devem ser estocados por muito tempo, para não perder o aroma e ter o sabor alterado. Guarde-os em vidros bem vedados por no máximo um ano (em alguns casos, eles duram seis meses).
De aroma agradável e sabor suave, combina com pratos doces e salgados.
Na culinária Árabe e Indiana seu uso é geralmente associado a outras especiarias, em especial o cravo e a noz-moscada. É vendida em pequenos bastões (pedaços de casca) ou em pó. Ondeusar: em compotas, mingaus, quentão, bolos, pães, frutas assadas, arroz-doce, molhos de tomate e cozimentos de legumes.
ANIS-ESTRELADO: proveniente da Ásia Oriental, tem a forma de uma estrela de oito pontas e cada uma delas guarda um grão castanho de formato oval. É um ingrediente típico no preparo de pratos da cozinha chinesa. Onde usar: em peixes e frutos do mar, assados, pães, biscoitos e geléias e licores.
MOSTARDA: As sementes de mostarda podem ser usadas no estado natural, transformadas em pó amarelo, em molho cremoso ou ter consistência d pasta. Desta última existem inúmeras variações umas mais picantes outras mais suaves. Entre as mais famosas do mundo esta a mostarda Dijon, produzida com sementes marrons, misturadas ao vinho branco e outras especiarias. Onde usar: em grãos utilize em conservas, assados e pães. Em pó ou pasta, em molhos para saladas e maioneses e no tempero de peixes, salsichas, carne bovina e suína, pratos com ovos e queijos.
PIMENTA VERMELHA: Também chamada de pimentinha, é um tempero antigo e versátil, depois do sal, é o mais usado no mundo. Nativa das Américas, foi levada aos demais continentes pelos espanhóis e portugueses na época das grandes navegações. Seu sabor ardido não permite exageros. Onde usar: em carnes, molhos, aves, peixes (Moquecas e ensopados), sopas e conservas.
ALCARAVIA: Geralmente é confundida com o cominho devido ao formato, á cor e ao tamanho comum. Também conhecida como kümmel, seu uso é muito difundido nos países escandinavos. Para temperar, empregue-a em pequenas quantidades, pois seu sabor é muito forte. Onde usar: em carnes, pães, sopas e no preparo de chucrute.
DILL: São os países escandinavos (Suíça, Noruega, Islândia, e Dinamarca), que melhor aproveitam esse condimento de origem asiática, comum no tempero de batatas, peixes e queijos frescos. No Brasil é também conhecido como endro. Onde usar: em peixes, pães, batatas cozidas, ensopados, molho para saladas.
COMINHO: Provavelmente originário da região mediterrânea, é uma aromática muito empregada na cozinha Árabe e na Mexicana,. Desde a antiguidade, era apreciado por gregos e romanos. Por ter sabor forte, deve ser usado com moderação. Onde usar: em pratos á base de queijos, carnes, aves, sopas, molhos e pães.
ERVA-DOCE: Conhecida também como anis, o condimento é usado há mais de 5000 anos. De perfume acentuado e agradável, é sempre lembrado para realçar o sabor de massas doces e salgadas e fazer chá. Onde usar: bolos biscoitos, tortas, pães, sucos, aperitivos e licores.
PAPOULA: Cultivada como planta ornamental, tem sementes pretas e miúdas, apreciadas pelo sabor suave, pela textura crocante e beleza que confere aos pratos. Onde usar: em pães, biscoitos, salgadinhos, bolos, molhos, saladas e para decorar pratos.
CARDAMOMO: Até hoje é um tempero essencial na Índia, seu pais de origem. O sabor picante, suavemente adocicado, também agrada aos chineses e árabes. Estes últimos o adicionam ao café para transmitir a bebida aroma e sabor diferenciados. Onde usar: em arroz, sopas, carnes, picles, pães, bolos, cremes, salada de frutas e para aromatizar licores e café.
AÇAFRÃO: Além de temperar, é estimado pelo colorido e pelo aroma que empresta a diversos pratos. Ingredientes comuns na culinária espanhola, especialmente no preparo da paella, o açafrão em pó também é usado em sopas de peixes típicas da região mediterrânea, e faz uma combinação perfeita com receitas à base de arroz, como risotos e pilaf (prato típico do Oriente Médio), entre outros. Como condimento utilizam-se apenas os pistilos da planta ( para obter 01 quilo de pistilos, são necessárias 150.000 flores). Isso ajuda a explicar os altos preços dessa especiaria. Onde usar: em sopas, carnes, paella, risotos, pães, peixes e frutos do mar.
PÁPRICA: Trata-se de tempero á base de pimentão vermelho, típico da cozinha húngara. É de uso comum em pratos como o goulash. Existe a variedade doce e picante. Onde usar: em peixes, carnes, aves, molhos, sopas, batatas, tortas salgadas, patês e canapés.
GERGELIM: De procedência indiana, o gergelim é uma das sementes mais nutritivas e ricas em vitaminas. Seu óleo é bastante usado na culinária japonesa e chinesa. De sabor suave, os grãos adquirem gosto de amêndoa depois de tostados. Onde usar: em pães, canapés, biscoitos, pastas salgadas, bolos e doces.
COENTRO: Natural do Oriente Médio foi levado à Europa pelos Romanos, que passavam na carne para conservá-la. Se utilizado puro, valoriza o sabor dos alimentos, mas também é misturado em partes iguais com o cominho. Onde usar: conservas de legumes, vinagres aromatizados, peixes, mariscos, camarões, picles, sopas e carnes.
PIMENTA-DA-JAMAICA: Nativa das Américas é diferente dos outros tipos de pimenta. Seu sabor e perfume assemelham-se a uma mistura de cravo, canela e noz-moscada, razão pela qual os americanos a chamam allspice (todas as especiarias). Onde usar: conservas, assados, molhos de tomate e chilli, bolo de frutas e pudins.
PIMENTA DO REINO: Trazida de Timor e Macau, chegou ao Brasil no século XVI, pelas mãos dos jesuítas. As variedades mais comuns são a preta, colhida antes de amadurecer, e a branca, colhida madura, mais aromática e de sabor mais suave. Ambas são encontrados em grãos inteiros ou moídos. Onde usar: em saladas, molhos, verduras e legumes, peixes, aves e carnes antes de assar e grelhar.
GENGIBRE: É uma raiz de aroma acentuado, sabor adstringente e levemente picante para usar com moderação. Condimento quente, alguns de seus apreciadores lhe atribuem qualidades afrodisíacas. Onde usar: em molhos, sopas, carnes, aves, peixes e bebidas quentes.
NOZ-MOSCADA: Semente de uma árvore (a moscadeira), era muito apreciada na Europa na Idade Média. Deve ser ralada na hora de utilizar, para ter o perfume e o sabor mais realçado. Onde usar: em omeletes, peixes, carnes, sopas, molhos, recheios de tortas e massas, purês, bolos, biscoitos, pudins e bebidas quentes à base de leite.
CRAVO-DA-ÍNDIA: De sabor adocicado e levemente picante, é o botão de uma flor colhido antes de desabrochar, empregado na culinária depois de seco. Originário das Ilhas Molucas, arquipélago pertencente à Indonésia, foi levado á milênios para a Índia, onde começou a ser usado como tempero e na composição de perfumes. onde usar: doces, caldas, quentão, compotas, conservas, pudins, caldo de carne, sopas, assados e também na decoração de pratos.
Os condimentos não devem ser estocados por muito tempo, para não perder o aroma e ter o sabor alterado. Guarde-os em vidros bem vedados por no máximo um ano (em alguns casos, eles duram seis meses).
terça-feira, 15 de maio de 2012
Cozinha francesa
10 pratos mais lembrados da cozinha francesa:
1º lugar: Coq au vin: antigamente, os bons galos reprodutores eram abatidos para preparar o prato. Como já tinham muitos anos de vida, sua carne necessitava de um longo cozimento para que ficasse macia. Essa variedade de pot-au-feu ganha contornos regionais, ao ser preparada com vinhos específicos de diversas regiões francesas, como Jura, Champanhe ou Gevrey-Chambertin. Obrigatório nos restaurantes de alta cozinha francesa até o final do século 20, o coq au vin era velho conhecido dos camponeses, muito antes que os gastrônomos descobrissem suas virtudes e os chefs os reproduzissem em seus manuais culinários.
2º lugar: Blanquette de veau: um clássico nos bistrôs e brasseries franceses em todo o mundo. A carne de vitela é lentamente cozida com molho, encorpado ao final com creme de leite batido e gemas de ovo, acompanhada de cogumelos e pequenas cebolas brancas.
3º lugar: Escargots à bourguignonne: cada região da França tem um nome especial para escargot: carnar em Lorraine, cacalau na Provence e cantaleu em Nice. Símbolo do turismo na Borgonha, a espécie dessa região é difícil de reproduzir em cativeiro, o que obriga a coleta nos bosques. O consumo do molusco caiu em desuso durante o século17, mas voltou à moda com o chef Antonin Carême (1783-1833), que o preparou para o czar Alexandre I, entre tantas versões, os escargots à bourguignonne são uma entrada clássica, servidos quentes nas conchas e dispostos em recipiente especial – as escargotières – com manteiga, alho e salsinha picada.
4 º lugar Pot-au-feu: o pot-au-feu francês é bastante consumido cotidianamente em todas as regiões do país, ganhando lugar na literatura internacional, a partir do século 19, como um prato que “fez aFrança”. Pode incluir qualquer tipo de carne (de vaca, de vitela, galinha ou peixe), e foi apelidado de “fundador de impérios” pelo estadista Comte de Mirabeau (1749-1791), vegetais são componentes obrigatórios, como cenoura, cebola, alho-poró, salsão e nabo.
5 º lugar: Boeuf bourguignon: típica da Borgonha, é um dos tantos exemplos de receitas francesas rústicas, que vieram a integrar a cusine bourgoise, às vezes reelaborada e refinada pela alta gastronomia francesa. A carne, de lento cozimento em vinho tinto, é acrescida de bacon, cogumelos e cebolas brancas. Tornou-se especialmente conhecida por meio do grande cozinheiro Auguste Escoffier (1846-1935), que a incluiu no seu livro Ma cuisine, de 1934.
6º lugar: Bouillabaisse: a expressão quer dizer “a fogo baixo”. O mais conhecido ensopado de pescados do mediterrâneo integra a familia do pot-au-feu. Típico de Marselha sua origem é antiga e incerta. A primeira receita compilada com esse nome apareceu no século 19, e incluía lagostas em seu preparo. A bouillabaisse requer peixes variados, alguns de carne firme, outros menores, para que não se desfaçam o molho, cebolas, tomates, salsinha e açafrão são obrigatórios.
7º lugar: Croissant: símbolo nacional da França, o pão de nome croissant, em seu formato atual, tem uma história recente. As primeiras referencias datam de 1853, em que é definido como “pão em formato de meia-lua”. Tradicionalmente servido em café da manhã, espalhou-se pelo mundo e varia imensamente em termos de sabor. O de bom resultado, entretanto requer bastante manteiga- tanto que pode ser encontrado nas padarias francesas como “croissant au beurre”.
8º lugar: Mil-folhas (Mille-feuilles): as mil camadas deste doce tradicional, feito com a mesma massa do croissant, não são um exagero, uma folha de massa folhada é composta de 729 lâminas comprimidas, e o mil-folhas ,mais comum leva três delas. O doce geralmente ganha formato retangular, recheio de creme de amêndoas, é conhecido na França como Napoleon.
9º lugar: Ovos nevados (île flottante): outra sobremesa leve, servida fria – definida poeticamente como “ilhas” de claras em neve, boiando num mar de creme. Pode ser decoradas com laminas de amêndoas ou delicadas laminas (zests) de limão.
10º lugar: Foie grãs: o fígado de pato ou de ganso, maior do que o tamanho normal devido à superalimentação, pode não agradar aos defensores dos animais, mas é um produto estreitamente associado à alta cozinha francesa. Já era iguaria no Egito, onde os animais eram alimentados com figo, em lugar do milho atua, e parece ter sido difundida pelos judeus por toda a Europa. O de ganso é mais firme e rosado, preferido por chefs como Paul Bocuse. Fonte: Revista Menu, Jan/2009
1º lugar: Coq au vin: antigamente, os bons galos reprodutores eram abatidos para preparar o prato. Como já tinham muitos anos de vida, sua carne necessitava de um longo cozimento para que ficasse macia. Essa variedade de pot-au-feu ganha contornos regionais, ao ser preparada com vinhos específicos de diversas regiões francesas, como Jura, Champanhe ou Gevrey-Chambertin. Obrigatório nos restaurantes de alta cozinha francesa até o final do século 20, o coq au vin era velho conhecido dos camponeses, muito antes que os gastrônomos descobrissem suas virtudes e os chefs os reproduzissem em seus manuais culinários.
2º lugar: Blanquette de veau: um clássico nos bistrôs e brasseries franceses em todo o mundo. A carne de vitela é lentamente cozida com molho, encorpado ao final com creme de leite batido e gemas de ovo, acompanhada de cogumelos e pequenas cebolas brancas.
3º lugar: Escargots à bourguignonne: cada região da França tem um nome especial para escargot: carnar em Lorraine, cacalau na Provence e cantaleu em Nice. Símbolo do turismo na Borgonha, a espécie dessa região é difícil de reproduzir em cativeiro, o que obriga a coleta nos bosques. O consumo do molusco caiu em desuso durante o século17, mas voltou à moda com o chef Antonin Carême (1783-1833), que o preparou para o czar Alexandre I, entre tantas versões, os escargots à bourguignonne são uma entrada clássica, servidos quentes nas conchas e dispostos em recipiente especial – as escargotières – com manteiga, alho e salsinha picada.
4 º lugar Pot-au-feu: o pot-au-feu francês é bastante consumido cotidianamente em todas as regiões do país, ganhando lugar na literatura internacional, a partir do século 19, como um prato que “fez aFrança”. Pode incluir qualquer tipo de carne (de vaca, de vitela, galinha ou peixe), e foi apelidado de “fundador de impérios” pelo estadista Comte de Mirabeau (1749-1791), vegetais são componentes obrigatórios, como cenoura, cebola, alho-poró, salsão e nabo.
5 º lugar: Boeuf bourguignon: típica da Borgonha, é um dos tantos exemplos de receitas francesas rústicas, que vieram a integrar a cusine bourgoise, às vezes reelaborada e refinada pela alta gastronomia francesa. A carne, de lento cozimento em vinho tinto, é acrescida de bacon, cogumelos e cebolas brancas. Tornou-se especialmente conhecida por meio do grande cozinheiro Auguste Escoffier (1846-1935), que a incluiu no seu livro Ma cuisine, de 1934.
6º lugar: Bouillabaisse: a expressão quer dizer “a fogo baixo”. O mais conhecido ensopado de pescados do mediterrâneo integra a familia do pot-au-feu. Típico de Marselha sua origem é antiga e incerta. A primeira receita compilada com esse nome apareceu no século 19, e incluía lagostas em seu preparo. A bouillabaisse requer peixes variados, alguns de carne firme, outros menores, para que não se desfaçam o molho, cebolas, tomates, salsinha e açafrão são obrigatórios.
7º lugar: Croissant: símbolo nacional da França, o pão de nome croissant, em seu formato atual, tem uma história recente. As primeiras referencias datam de 1853, em que é definido como “pão em formato de meia-lua”. Tradicionalmente servido em café da manhã, espalhou-se pelo mundo e varia imensamente em termos de sabor. O de bom resultado, entretanto requer bastante manteiga- tanto que pode ser encontrado nas padarias francesas como “croissant au beurre”.
8º lugar: Mil-folhas (Mille-feuilles): as mil camadas deste doce tradicional, feito com a mesma massa do croissant, não são um exagero, uma folha de massa folhada é composta de 729 lâminas comprimidas, e o mil-folhas ,mais comum leva três delas. O doce geralmente ganha formato retangular, recheio de creme de amêndoas, é conhecido na França como Napoleon.
9º lugar: Ovos nevados (île flottante): outra sobremesa leve, servida fria – definida poeticamente como “ilhas” de claras em neve, boiando num mar de creme. Pode ser decoradas com laminas de amêndoas ou delicadas laminas (zests) de limão.
10º lugar: Foie grãs: o fígado de pato ou de ganso, maior do que o tamanho normal devido à superalimentação, pode não agradar aos defensores dos animais, mas é um produto estreitamente associado à alta cozinha francesa. Já era iguaria no Egito, onde os animais eram alimentados com figo, em lugar do milho atua, e parece ter sido difundida pelos judeus por toda a Europa. O de ganso é mais firme e rosado, preferido por chefs como Paul Bocuse. Fonte: Revista Menu, Jan/2009
Tipos de uvas mais utilizados na elaboração de vinhos
Chardonnay: É a mais conhecida das uvas brancas. Adaptou-se a várias regiões produtoras de vinhos. É utilizada na fabricação do vinho Chablis e tem participação de brancos na Borgonha (França). Sabor e aroma: mel, pêssego, frutas secas e, em alguns casos amanteigado (fermentação malolática).
Sauvignon blanc: Originária da França, também produz bons vinhos no Novo Mundo, com destaque para Chile, Nova Zelândia e Brasil. Uva importante na elaboração de brancos de Bordeaux (França). Produz vinhos com frescor e elevada acidez. Sabor e aroma: groselha e frutas tropicais.
Riesling: Originária das margens do rio Reno, adaptou-se tanto a regiões frias (Alsácia, na França, e Alemanha) como quentes (Austrália, Chile e Brasil). Reage sensivelmente ao clima e ao solo, podendo produzir desde vinhos brancos bem secos até adamados (doces). Sabor e aroma: maçã verde, limão e mel.
Cabernet sauvignon: Originalmente cultivada na Europa, principalmente em Bordeaux,na frança, teve fantástica adaptação na Itália, Espanha, Portugal Estados unidos, Austrália, Chile, Argentina e Brasil. tem muito tanino ( adstringência). Sabor e aroma: pimentão, menta, groselha e chocolate.
Pinot noir: Uva responsável pela base dos vinhos da Borgonha, na frança. Com plantio pouco versátil, tem sido cultivada em várias regiões do mundo, com resultado dificilmente igualável ao de sua região de origem.Sabor e aroma: frutas vermelhas, aromas florais e trufas.
Syrah: Tradicional no Rhône (França), tem nome de Shiraz na Austrália, onde origina também grandes vinhos tintos. Bastante tânicos (adstringentes), com potencial de envelhecimento por até meio século. Sabor e aroma: frutas vermelhas, especiarias, tabaoc e nuances de chocolate.
Sauvignon blanc: Originária da França, também produz bons vinhos no Novo Mundo, com destaque para Chile, Nova Zelândia e Brasil. Uva importante na elaboração de brancos de Bordeaux (França). Produz vinhos com frescor e elevada acidez. Sabor e aroma: groselha e frutas tropicais.
Riesling: Originária das margens do rio Reno, adaptou-se tanto a regiões frias (Alsácia, na França, e Alemanha) como quentes (Austrália, Chile e Brasil). Reage sensivelmente ao clima e ao solo, podendo produzir desde vinhos brancos bem secos até adamados (doces). Sabor e aroma: maçã verde, limão e mel.
Cabernet sauvignon: Originalmente cultivada na Europa, principalmente em Bordeaux,na frança, teve fantástica adaptação na Itália, Espanha, Portugal Estados unidos, Austrália, Chile, Argentina e Brasil. tem muito tanino ( adstringência). Sabor e aroma: pimentão, menta, groselha e chocolate.
Pinot noir: Uva responsável pela base dos vinhos da Borgonha, na frança. Com plantio pouco versátil, tem sido cultivada em várias regiões do mundo, com resultado dificilmente igualável ao de sua região de origem.Sabor e aroma: frutas vermelhas, aromas florais e trufas.
Syrah: Tradicional no Rhône (França), tem nome de Shiraz na Austrália, onde origina também grandes vinhos tintos. Bastante tânicos (adstringentes), com potencial de envelhecimento por até meio século. Sabor e aroma: frutas vermelhas, especiarias, tabaoc e nuances de chocolate.
Um pouco da historia da cozinha brasileira
A cozinha brasileira é mestiça. Índios, negros africanos e europeus de muitos países deixaram suas marcas em nossa alimentação e nos modos de prepará-la.
Dos indígenas herdamos o conhecimento das plantas silvestres, a carne de caça, o milho, o palmito, o maxixe, o tomate, a batata doce, a mandioca, o aipim e outras raízes.
Devemos aos africanos a introdução do azeite-de-dendê e da pimenta-malagueta, elementos típicos da cozinha baiana. Inicialmente usado como combustível, só bem depois o dendê passou a integrar a alimentação, quando os negros puderam empregá-lo na sua cozinha. A cultura africana ainda nos deu o quiabo, o uso da banana na comida e nos ensinou novas maneiras de preparar peixes e aves. Os negros escravos inventaram a famosa feijoada com os restos de porco que os senhores rejeitavam (pés, rabo, orelhas, etc.). Depois da abolição d escravatura, a feijoada foi enriquecida com carnes nobres e hoje é símbolo nacional.
Os portugueses transmitiram gosto por comidas oleosas. Trouxeram o sal, o açúcar, que até então eram desconhecidos pelos africanos e indígenas, o toucinho e os óleos vegetais. O azeite de oliva iniciou no Brasil a técnica das frituras. O ovo de galinha foi outra contribuição dos portugueses, assim como as carnes e peixes salgados, a lingüiça, o presunto, a manteiga, o leite de vaca, as hortaliças, o carneiro, o vinagre e outros gêneros que de tanto usados já se tornaram brasileiros. Dos portugueses herdamos a preocupação com a abundância e a variedade de iguarias à mesa. A doçaria no Brasil é fundamentalmente portuguesa, ainda que hoje seja bem enriquecida com doces imigrantes.
A chegada de imigrantes, a partir do século XIX, acabou enriquecendo ainda mais nossa culinária. Os italianos trouxeram as massas, a polenta, as pizzas e os vinhos, os alemães, os doces folhados, a salsicharia e as cervejas; os sírios libaneses, os quibes a esfiha, os peixes e o exotismo oriental. Num País tão extenso como o Brasil, as diferenças geográficas e climáticas foram decisivas para a formação das cozinhas regionais. No Nordeste, os peixes, os doces e as frutas. No Sertão, a carne-de-sol, o arroz, o feijão, a farinha de mandioca, etc. na região Sul, área de grandes pastagens, a carne (churrasco) e os pratos trazidos pelos imigrantes.
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